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Cristina Scabbia

Metal e suas Belas que são feras!

Hoje eu também quero falar de música… Precisamente do meu estilo musical preferido: o metal.  Metal geralmente relacionado a  idéias como machismo e agressividade… Metal que (quase sempre) fica muito longe de conceitos como… o erotismo.

Mas…

Desde a metade dos anos 90 num dos gêneros do heavy-metal, chamado gothic-metal (mescla de heavy-metal e rock gótico), cresce cada vez mais a tendência dos grupos em ter duaz vozes, uma feminina limpa e lírica (a técnica do scream) e uma varonil rouca e mugida (a técnica do growl ou da voz raspada). Nasce e floresce o estilo denominado Beauty and the Beast (a Bela e a Fera).

Estilo este que evolui do lado simplesmente musical ao  estético… E correspondente também ao lado erótico. Conheça então estas belas, que são feras…

Tarja Turunen

Tarja Turunen

Nascida na Finlândia em 1977 é um ídolo nacional no país escandinavo, assim como uma das divas do gothic-metal na versão feminina. Depois ter estudado como voz soprano mais de 10 anos, em 1996 aos 19 anos concorre à formação dos Nightwish, grupo que abandonou em 2006 alguns anos e albums de sucesso internacional depois. Hoje canta e faz música beneficiando-se de algumas colaborações esporádicas. A peculiaridade estética da Tarja fica em  seu rosto com traços tipicamente nórdicos, mas  que ela consegue adaptar a todo estilo indumentário e maquiagem,  tanto nos concertos ao vivo, como nos ensaios fotográficos. É possível encontrar imagens nas quais ela se veste como amazona, e também com roupa de noite, em outras com vestidos típicos da mulher de negócios, em tarefas administrativas, e concertos nos quais se exibe com vestidos em vinil, com espartilhos ou roupa gótica e escura. Um ecletismo pouco comum entre as mulheres metaleiras.

Cristina Scabbia

 

Cristina Scabbia

Nascida em Milão – 1972, cantora do Lacuna Coil desde o 1997, ganhou por alguns anos seguidos o concurso “The hottest chick in metal” (A garota mais excitante no metal), criado pela revista estadounidense “Revolver“. Rompeu há  alguns anos os laços com a cena metal italiana e a cena “purista” europeia, em razão da excessiva comercialidade dos dois últimos álbuns. Tem a particularidade de posar com vestidos sexy nos ensaios fotográficos, enquanto nos concertos frequentemente veste numa maneira agressiva e unisex (botas quase militares, blusas brancas de homem, e também gravatas). Apesar de sua baixa estatura (mede menos de 1,60 metros) muitas vezes parece ficar mais confortável vestindo-se desta maneira: agressiva e unisex.

Angela Gossow

Angela Gossow

Com características estéticas parecidas com Cristina Scabia, somente um pouco mais alta e loura, a bela  Angela Gossow nasceu em 1975 e é cantora do grupo sueco Arch Enemy desde 2000. Ela tem a peculiaridade de cantar num growl muito profundo e gutural, inatingível também pelo 99,99% das vozes masculinas da espécie humana. Uma breve busca no Google por seu nome  é capaz de mostrar Angela tão bela (nos ensaios fotográficos) quanto fera (em uma atitude bem mais agressiva no palco). Não é à toa que ela foi citada nesta lista.

Simone Simons

 

Simone Johana Simons

Nascida Simone Johanna Maria Simons na Holanda – 1985, cantora do Epica, é a noiva ideal para todos os que se apaixonaram recentemente pelo metal. Lindíssima, com os cabelos vermelhos que parecem pelo de raposa e dona de um olhar  magnético, pode ficar linda tanto com roupas que lembrem a música épica que canta (ver os três vestidos renascentistas no vídeo “The Phantom Agony”) como com roupas que lembrem cultos fetichistas mais modernos (ver a roupa de enfermeira e o casaco escuro em estilo militar prussiano no vídeo “Unleashed“).

Sharon den Adel

Sharon Den Adel

Outra cantora metaleira holandesa é a Sharon den Adel (nascida em 1974), fundadora juntamente com seu namorado em 1996 dos Within Temptation, grupo classificado como rock sinfônico com diferentes influências (assim definido pela própria Sharon). Foi estilista de moda antes de começar a carreira musical e aproveitou a falência da marca pela qual trabalhava, para entregar-se inteiramente à música. É responsável pela criação de todo o figurino da banda, da própria roupa de cena a dos outros membros do grupo, tendo contribuido para o nascimento de um estilo estético chamado Gothic-Romantic, que combina bastante com a  moda no estilo metal.

Vibeke Stene

 

Vibeke Stene

Nascida em Sokndal – Noruega, em 1978, é a antiga cantora do Tristania. Representa a quintessência da estética vampirica no gothic-metal. Tem formação lírica e fez parte do grupo por dez anos. Infelizmente deixou a cena pública há mais de três anos (comentário com interesse, dada a devoção sem limites que sinto por ela). Acho que além da sua beleza, vale ressaltar também sua atitude implicitamente sádica e dominante no vídeo “Equilibrium“, dominação funcional de uma estética e contexto atemporal.

Lady Angellyca e Lady Marian

Lady Angellyca

Na Espanha há dois grupos nos  quais as cantoras têm nomes artísticos de Dominadoras. Trata-se de Lady Angellyca do Forever Slave que também atua como modelo gótica e fetichista tendo bastante bastante  êxito neste segmento. E também  Lady Marian do Psideralica que tem um estilo bastante sensual. No palco gosta de usar um visual bastante fetichista e austero.

Lady Marian

Tenho que acabar, dada a grande quantidade de grupos gothic-metal com protagonistas femininas. Me limitei a falar das cantoras mais famosas ou mais originais, considerando um sentido mais erótico.

Além disso, vale dizer que os países nos quais o gothic-metal feminino tem maior popularidade são a Inglaterra, Holanda,  Itália, Alemanha e  paises escandinavos. Nos ultimos anos  Estados Unidos e no México tiveram um desenvolvimento crescente neste estilo, enquanto a presença desse gênero musical nos países de lingua portuguesa ainda é bastante escasso (Silent Cry e Noturna no Brasil e Ava Inferi em Portugal). O mais ilustre grupo gothic-metal português, os Moonspell, nunca teve presenças femininas em sua formação.

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Violet, vive na devota Itália e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.

(Clique aqui para ler outros textos de Violet no A Vida Secreta)

Latex Girls Fetish

Látex, uma paixão e seus cuidados

O Látex é uma paixão para muitos fetichistas, aliás, nem só de fetichistas sobrevive o fã clube deste material que é extraído de uma árvore grande conhecida dos brasileiros, a seringueira. Cada dia mais a moda incorpora peças em látex nas passarelas e ensaios fotográficos, utilizando até fora de um contexto erótico[bb]/fetichista.

Neste Texto, nossa querida Violet faz um apanhado geral sobre o produto. De onde vem e em que usamos o látex. Informando, inclusive, sobre o seu manuseio e cuidados com a conservação. Muito bom conhecer e aprender um pouco mais.

A Moda Fetichista (Fetish Fashion) pode exprimir-se com diferentes materiais: o vinil, o couro, o náilon, a lycra, o spandex, o shiny, o zentai, o elastano… Deixando-os agora um pouco de lado, nesse artigo quero passar algumas informações básicas sobre o material que mais representa o mundo do fetiche, um tecido cuja roupa associada fica muito desafiante na hora de experimentá-la: o látex (ou rubber = goma em português).

Latex Girls Fetish

 

Látex – Conhecendo um pouco mais

O látex é um material extraido da seringueira (árvore do caucho). O primeiro produtor e varejista mundial, a britânica FourDRubber, tem um acordo exclusivo para extrair este material da seringueira de melhor qualidade, o Hevea Brasiliensis, presente nas florestas amazonenses. Pode-se extrair a goma também desde a vegetação das florestas da Malásia e da Indonésia. Além de ser totalmente biodegradável[bb], coisa que torna peculiar a escolha desse material para criar vestidos, o látex tem outras particularidades:

  • sua utilização no âmbito médico (luvas de cirurgião – usualmente têm uma grossura de uns 0,12 – 0,16 – 0,2 milímetros).
  • a assepticidade perceptiva que transmite a quem se aproxima dele (como modelo posso afirmar con absoluta certeza que se trata somente de uma sensação visual no começo, rechaçada imediatamente com uma verificação aprofundada), a seu contato..
  • ajusta a temperatura de sua superfície baseando-se na diferença térmica (no inverno se torna glacial).
  • a sua maior complexidade na hora de vesti-lo (principalmente se desprovido de zíper ou fecho ecler).
  • o seu ajuste, muitas vezes perfeito, com as sinuosidades e as asperezas do corpo (de tal maneira que chega a ser uma segunda pele. De fato nos países anglo-saxônicos tem o apelido de Second Skin).
  • seu resplendor.
  • o cuidado que precisa.

O látex na moda fetichista

A moda do látex varia desde a roupa íntima até as peças combinadas, dos hábitos mini até os vestidos longos, desde as máscaras até as luvas, para concluir com os calçados (sapatos com calcanhar, ou ainda melhor botas).

Na Europa há diferentes produtores de látex, e além dos países tradicionais nesse campo (Alemanha, Holanda e Inglaterra) há que destacar a presença de um importante produtor no Reino da Dinamarca (Latexa, e sua sucursal na Alemanha) e dois na Polônia (Ledapol, especializado nos calçados em goma, e Anita Berg).

Alguns vestidos e algumas partes do corpo formam a imaginação compartilhada dos entusiastas fetichistas. Em primeiro lugar as extremidades inferiores do corpo (somente femininas) e superiores (relacionados aos acessórios, os sapatos e as botas pelos primeiros membros, luvas de diferentes tamanhos pelos segundos). As catsuits em látex valorizam a sinuosidade do corpo feminino como poucos outros vestidos.

As máscaras em látex (um dos símbolos[bb] frequentes, mesmo que não necessariamente, de natureza submissa no âmbito fetichista) têm uma caracterização peculiar, comparável somente à das máscaras venezianas[bb]. Entre elas, ressaltam por sua estética e sua originalidade as máscaras de gás, propriedade dos exércitos no passado, e as pony-masks (representando os rostos de um cavalo o uma égua, ou máscaras que envolvem a cabeça desde o crânio até a nuca e que lembram os eqüinos por meio de um longo penacho parecido a uma crina).

Como cuidar de uma peça de látex

  • A roupa em látex deve ficar do avesso assim que despida (o suor tem que transpirar imediatamente),
  • Deve-se limpar, com a mão, sua parte interior (aquela exposta ao suor da pele) com água bem gelada e sabão líquido neutro, e há deixá-la secar estendida no máximo.
  • Uma vez que o traje esteja totalmente seco, vire a na direção correta (do avesso para o direito) para que se coloque assim sobre um cabide ou a chapeleira.
  • Por outro lado, quando se veste, a coisa ideal é espalhar talco ou um dressing aid&conditioner sobre a parte do corpo interessada (como as mãos e os antebraços pelas luvas medias ou longas). Por exemplo, o Pjur Cult: um gel que lembra vagamente um lubrificante vaginal[bb], para que facilite o deslize da parte interior do vestido.
  • Para guardar e melhorar o resplendor da parte exterior da roupa em látex, utilize o que no jargão se chama “polish” (outro fluido vendido em latas ou tubos).
  • Quando se coloca sobre uma chapeleira ou num guarda-roupa, não deixe o látex próximo à roupa feita de lã ou com pelo humano ou animal.
  • Além disso, o vestido em látex tem que ficar guardado num ambiente com uma temperatura não superior aos 24 graus.
  • A espessura da indumentária em latex varia de uns 0,33 milímetros da maioria das luvas aos 0,8 milímetros dos trajes de bem produzidos. Quase nunca se encontra uma espessura maior, até os 1,2 milímetros.

* Sem dúvida,  diante de tudo o que foi dito, é impossível não admitir que o látex é uma paixão fetichista, mas que exige cuidados como tudo o que é bom e amamos, não é mesmo?!

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Violet vive na devota Itália[bb] e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.

Entrevista com Erika Lust | Porno para mulheres

Se você não acaba de chegar de Marte, provavelmente já ouviu falar de Erika Lust, uma bela sueca que vem causando rebuliço por aí produzindo filmes pornôs voltados ao público feminino. Erika é a responsável por Five Hot Stories For Her e Barcelona Project. Já foi citada na Revista Época, entre outras publicações e sites,  e comentada por aqui.

Segundo seu site, a Lust Films é uma empresa de entretenimento adulto, com uma produção moderna, feminina e abordagem feminista. Ouso dizer que Erika Lust e a Lust Films é um pouco mais, digamos que uma espécie de sinalizadora de tendências. Uma opção para aquelas mulheres que querem ver pornografia com uma visão diferenciada. Uma outra ótica que não seja a predominantemente masculina que temos hoje no mercado.

Nossa querida colaboradora italiana, Violet, conseguiu uma entrevista com Erika Lust e segue abaixo para aqueles que têm interesse em saber um pouco mais deste novo mercado e o que pensa uma das responsáveis por esta revolução pornográfica.

Estrevista com Erika Lust – Por Violet Erotica

Erika Lust: "Não me identificava com esses filmes (porno), não parecia meu estilo de vida, nem meus valores, nem mesmo minha sexualidade."

1. Duas perguntas pessoais. Erika Lust, produtora, autora, roteirista, escritora e comentarista. Como e porque decidiu consagrar seus talentos ao pornô?

Me aconteceu o que acontece à maioria das mulheres: a primeira vez que vi pornô, acho que foi por volta dos 15 ou 16 anos e não foi um amor fulminante, aliás, muito longe disso. Evidentemente havia algo que me excitava, mas também muitas coisas que me incomodavam. Não me identificava com esses filmes: não parecia meu estilo de vida, nem meus valores, nem mesmo minha sexualidade. Não ficava representado ali o prazer feminino, e a mulher aparecia somente para agradar os homens. As situações concebidas me pareciam ridículas, todas baseadas em fantasias vviris e machistas: “a garota entra em casa e vê seu parceiro com sua melhor amiga, e, em lugar de ter um ataque de nervos, decide que fica melhor juntar-se à festa!”

2. Esta dinâmica artística foi elaborada quando ainda estava na Suécia e teve que mudar-se pela Barcelona para desenvolve-la, ou tudo nasceu e finalmente viu a luz na Cidade Condal (Barcelona)?

Me mudei para Barcelona no ano 2000, e trabalhei muito no âmbito da publicidade, cinema e mais recentemente – 2004 – surgiu minha produtora: LUST FILMS.

3. Em seus filmes há elementos como: a complexidade do roteiro, primeiros planos das mímicas das personagens, a escolha da trilha sonora e o extremo cuidado pelos detalhes dos cenários, que aproximam muito mais seu estilo a um Almodovar, com respeito a um título da pornografia clássica. Então, porque definir seu cinema como pornô, e não simplesmente erótico?

Frente um blow-job que chega ao fundo da garganta, proponho sexo oral praticado à mulher (cunnilingus). Frente as residências de luxo, proponho casas de um interiorismo moderno. Frente a mafiosos, traficantes, espiões, militares e carcereiros, proponho nossos amigos. Frente as louras putas, as ninfomanas, as lésbicas que trepam com homens, agentes secretas assassinas, adolescentes sem rédeas, proponho mulheres modernas, trabalhadoras, liberadas. Frente aos carros esportivos, motos aquáticas, helicópteros e jets privados… Proponho um i-phone, um mac, uma Mini, uma Vespa. Frente a um cinema no qual as mulheres ficam sempre disponiveis, proponho outro no qual há que se conquistar o sexo. Não abro as pernas somente porque me pedes isso.” Se quer ser chamado cinema erótico, bom, a verdade é que efetivamente ficaria melhor se a palavra pornografia fosse evitada, porque tem muitas conotações negativas. Além do mais, minhas influências ficam no mundo do cinema, não no pornô, mas sim de diretoras como Susan Bier, Sofia Coppola, Kimberly Pierce…

Clique na imagem para saber mais sobre Five Hot Stories For Her

4. Sabemos que um olhar feminista sobre uma relação lésbica (no cinema, como na literatura) traz muito menos voyeurismo, e muita mais intimidade, que um olhar mais machista (ou simplesmente masculino). Que pode trazer um olhar feminista de diferente, e adicional, na representação de uma relação heterossexual ou sobre uma relação entre homens homossexuais?

Visto com olhar feminista tudo fica diferente, a politica, a medicina, a literatura, e também o cinema adulto, incluida à maneira de ver e contar uma relacão heterossexual ou homossexual, o que doamos? Com respeito a uma relação heterossexual, trazemos a igualdade da importância do prazer feminino com respeito ao prazer masculino. E na representaçao de um relacionamento entre homens homossexuais, trazemos a diferença de atrever-nos a admirar, quando o cinema pornô mainstream evita por completo o contato emocional entre homens.

5. Para você, onde fica o mais sublime do ato sexual, e o quanto e em que maneiras fica possível expressar isso na sétima arte?

O sexo pode ser escrito e filmado de muitas maneiras, em tantas quantas pode ser praticado. O único limite fica estabelecido pela imaginação.

6. Na internet, que acha sobre os sites “temáticos”, que oferecem uma descarga de vídeos dedicados exclusivamente voltados a um fetiche ou a uma fantasia específica? Acha que têm qualidade e projeção suficientes para serem considerados o futuro da pornografia?

Sim, com uma oferta específica se tem maiores possibilidades de sucesso. É o que acontece também conosco, com nosso site www.lustcinema.com

Clique na imagem para saber mais sobre Barcelona Sex Project

7. Você escreveu um livro, “XXX – Pornô para mulheres”, que teve um notável sucesso na Espanha e em alguns países estrangeiros. Pretende repetir a experiência, quiçá escrever um romance ou uma novela?

Meus três próximos projetos editoriais se chamam “Porque as suecas são um mito erótico”, “A Bíblia Erótica da Europa” e “Love me like you hate me”. Para quem quiser maiores detalhes, siga as datas dos lançamentos no meu blog.

8. Por último, você administra também uma boutique virtual na qual encontra-se mercadorias de diferentes tipologias. Que buscam e o que compram (em sua maior parte?) as seguidoras e seguidores de Erika Lust?

No www.store.lustfilms.com o que fica mais vendidos são os DVDs, porque oferecemos uma seleção muito equilibrada com títulos clássicos e modernos, e mostramos os trechos de todos os filmes. Também os brinquedos eróticos, um dos mais vendidos é o Iris da marca sueca LELO. Mas o grande sucesso da boutique fica por conta da possibilidade de vender no mundo inteiro.

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Violet vive na devota Italia e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.

Pissing ou Chuva Dourada, conhece este fetiche?

Recentemente através do Formspring, um leitor perguntou se era normal a namorada desejar que ele urinasse nela. Sexualmente falando, normal ou anormal só depende do ponto de vista de cada um.

Coincidência ou não, o texto de hoje, de nossa querida Violet fala de uma controversa preferência sexual, o pissing. O fetiche de ver, provar ou banhar-se de urina. Sem mais delongas, paro por aqui, indicando o riquíssimo texto abaixo. E você, o que acha deste fetiche?

Outra vez desejo falar de uma prática que adoro.

Mas não é o erotismo puramente visual e intelectual do smoking-fetish, desta vez escrevo sobre algo muito material e corporal, que em adição à visão envolve outros dois sentidos, o paladar e o tato.

Me refiro ao pissing. Pissing nas duas formas principais nas quais fica diferenciado:

  1. Urofilia (ou, como fica nomeada no âmbito médico, ondinismo ou urolagnia): flutua desde a excitação mental no ver ou imaginar outra pessoa cumprindo com a sua necessidade líquida, a micturar (fazer pipi) em lugares públicos, a deixar-se urinar sob o olhar alheio ou ao longo do corpo,
  2. Urofagia: se chama assim o ato de beber a urina do parceiro/da parceira (direitamente da extremidade dos genitais, ou com efeito chafariz, ou trazendo o líquido a partir de um copo).

O pissing é uma prática que dificilmente provoca opiniões à metade. Ou se ama (de maneira quase incondicional) ou desperta reações de repulsão atávicas tão fortes para ser excluída a priori da vida intima. Por quê?

how does it feels like to piss standing up, por theredrollerball, no Flickr
how does it feels like to piss standing up, por theredrollerball, no Flickr

Pissing: tesão ou repulsa?

A paixão imensurável se dá porque a urina é parte do que os genitais do parceiro/da parceira produzem, e porque é uma maneira diferente de entrar na sua intimidade, livre da “indução” da relação sexual que implica a secreção do sêmen ou do líquido vaginal. Beber a urina do parceiro/da parceira não envolve indispensávelmente preliminares, nem de forma categórica uma excitação sexual palpável no momento do ato, nem mesmo um contato físico.

No BDSM os escravos e as escravas gostam do pissing também porque tem uma forte valência simbólica de devoção e humilhação em relação aos seus Senhores/as suas Senhoras. No meu lado residual de escrava nunca encontrei algo de humilhante na recepção da urina de uma hipotética Domme: o tesão que traz esta prática fica tão intensa, que provavelmente não posso ser mesmo objetiva sobre o assunto.

O pissing repugna porque o cheiro (fedor?) da urina fica mal tolerada, porque nos ensinam desde que somos crianças que é uma coisa suja, porque o mijo fica percebido como líquido descartado e que, absolutamente, não tem que ficar readmitido no ciclo vital das pessoas. As opiniões requerem maximo respeito, nesse caso acho todavia que a conexão e o confim entre preferências pessoais e educação transmitida desde mocinhos/as ficam muito nebulosos.

Pissing na história e literatura mundial.

A imaginação de algumas pessoas cultas foi povoada pela fantasia do pissing. Acima da citação mais óbvia, o Marquês De Sade[bb], podemos falar de Guilherme Apollinaire no livro ”Lembranças de um jovem libertino”, publicado no começo do século XX, no qual conta com abundância quase insana de detalhes a excitação do protagonista vendo a sua irmã Elise dedicar-se as suas necessidades fisiológicas. Ou ainda mais a léndaria soprano alemã Wilhelmine Schroeder-Devrient: na sua biografia póstuma, redigida entre os anos 1868 e 1875 (ela morreu em 1860), podemos ler quanto prazer obtinha nos atos de receber e doar os fluidos corporais, tanto dos (e aos) homens que das (e as) mulheres.

O notório Abade Guisbourg, conhecido na história pelo Affaire dos Venenos com o qual queria enganar o rei da França Luiz XIV em favor damarquesa Montespan, considerava a urina da mulher um excelente filtro de amor, como o sangue menstrual. Passando desde as medicinas alternativas a tradicional moderna, o psicologista e sexólogo britânico Henry Havelock Ellis, não suficientemente indulgente contra a homossexualidade masculina,  se casou e formou um relacionamento aberto com a escritora lésbica  Edith Lees, a qual (e as quais parceiras) se entregava com vontade, também nos seus úmidos deleites.

Pissing, uma experiência pessoal

Duas pequenas observações pessoais, antes de acabar o artigo: no pissing, o banho de urina se chama também ”chuva dourada”. Para mim, tendo muita razão. Sobretudo quando uma copiosa urinada é consequência da penetração – melhor se com um dildo ou os dedos, para ter o maior controle possível sobre a duração do ato – da vagina (ainda melhor se acompanhada pela estimulação da clitóris), ou da reiterada masturbação do pênis. Naquele caso a doação da urina fica tão  lisonjeira, que o líquido parece sempre cristalino e suculento, também nas ocasões nas quais cheira mal e tem um colorido estranho.

Segunda anotação, fiquei excitada graças a muitos vídeos de pissing (sobretudo o preview do site Fully Clothed Pissing): o que me excitou mais, todavia, foi um vídeo heterossexual (circunstância que pode aparecer estranha para quem conhece a minha orientação sexual, não para mim, que estou consciente do fato de ficar estimulada visualmente por muitas coisas que levam mais longe do meu lesbianismo) no qual uma mulher de uns 35 anos, vestida de professora contida com paletó grisalho e blusa branca, entra no banho dos homens e faz xixi sobre o soalho das duchas. Depois entra um homem que, aproveitando o feito que ela ainda fica endurvada pela execução da mijada, abre o zíper dos jeans e urina na sua boca. A coisa extraordinaria daquele vídeo, acima da sensual serenidade da mulher em todos os seus atos – urofagia incluída – é o extremo controle que possui o homem em interrumpir a urina cada cinco segundos, para que a boca da mulher não perda nem uma gota do seu fluido corporal.

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Violet vive na devota Italia e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.

Smoking Fetish: a sedução pelo ato de fumar

Sim, vou confessá-lo. Adoro o smoking-fetish.

Começo com um preâmbulo: não questionarei as campanhas de luta contra o fumo dos diferentes ministérios da saúde e da sanidade dos Estados europeus (não conheço a situação do Brasil nesse campo). Campanhas que têm atingido resultados palpáveis na luta contra o tabagismo, com uma sensível redução das doenças, dos tumores e da taxa de mortalidade relativo ao fumo.

Além do mais, tendo que passar por uma operação nas cordas vocais dentro de um ano (a da contração cricotireoidea) para que a minha voz se torne mais aguda, não poderei fumar o cigarro que a cada três dias gentilmente me ofereciam (o que me traía, aproveitadora da generosidade das outras pessoas… depende do ponto de vista) as minhas amigas, porque o cigarro tem também a contraindicação de tornar mais roucos os sons emitidos pela glote.

Todavia…

Todavia, não sei se por uma forte inclinação à estética do ato, por uma das muitas facetas nas quais se expressa o meu fetichismo, ou somente porque gosto das mulheres em situações que são comuns, mais silenciadas e sufocadas pelo politicamente correto do bem-estar, de toda maneira sinto muita tesão vendo (e contemplando) mulheres que fumam.

Mulheres trabalhando na charutaria - Cena do filme Carmen (2003), de Vicente Aranda, com Paz Vega.

Mulheres trabalhando na charutaria - Cena do filme Carmen (2003), de Vicente Aranda, com Paz Vega.

Como diriam os latinos, nihil novum sub sole (nada novo sob o sol): ainda no século XVII  muitas mulheres trabalhavam nas manufaturas de charutos em Sevilha, coisa que inspirou a literatura e o imaginário erótico de diferentes escritores franceses. Na novela Carmen, por exemplo, o fora-da-lei dom José Navarro se apaixona pela cigana que da título ao livro, e que trabalha numa indústria de charutos. A obra foi publicada pela primeira vez no ano 1845.

160 anos depois, a admiração intelectual e erótica pela mulher fumante se encontra com novos meios de expressão, além dos livros e dos retratos (que para mim, podiam ser suficientes). Acho que a fotografia é um excelente meio, sobretudo se os cortes de luz sabem valorizar as mãos, as papeiras, a boca e a expressão pintada no rosto da mulher, durante o ato.

Todavia…

Todavia para mim a sétima arte sabe fazer ressaltar como nenhuma outra a refinada beleza da mulher que fuma. E não falo de longas metragens com trama complexa (como a Sharon Stone no Basic Instinct[bb], na lendária cena do cruzamento de pernas), mas além de tudo os clipes e os pequenos videos que povoam a Rede, desde YouTube até os sites específicos sobre o assunto.

Porque o smoking-fetish por si mesmo já supõe uma ação e mobilidade, qualidades próprias das funçoes de uma câmera, muito mais que de um pincel ou uma máquina fotográfica.

Imagem: Smoking is Fetish, Sick Panda, no Flickr

Imagem: Smoking is Fetish, Sick Panda, no Flickr

Porque naquela ação e naquela mobilidade, os dedos finos da mulher podem atingir a sua sublimação, no aceno de aproximação do cigarro, ou do charuto aos lábios, lábios quiçá recheados, pintados e polidos numa maneira distinta (e se espera, exentos das fendas).

Porque ver aquela ação, cumprida com serenidade e com os músculos dos braços e rosto esticados, fica inevitavelmente percebida como uma alusão velada a preliminares que antecipam uma feliz noite de sexo.

Porque os olhos de uma mulher que fuma e, ao mesmo tempo, observa na câmera, sabem irradiar uma intensidade que dificilmente encontrei em outras partes, seja na cinematografia pornô, seja nas cenas de sexo incluidas nas histórias de filmes “comuns” (lembro somente da imagem saliente final da Nona Porta, na qual a Emmanuelle Seigner monta o Johnny Depp… Bem, naquele filme a atriz francesa representava o demônio encarnado e personificado, se não tivera a mirada de fogo, não sei quém deveria ter :))

Em resumo, acho que a visão de uma mulher que fuma, feita atrás de um monitor, pode ser um bom meio para imergir-se em frenéticos momentos de masturbação, como para introduzir sensuais instantes de junção carnal. Na vida cotidiana, além da símbologia ligada ao pre- ou pós-trepada, a mulher que fuma pode representar também a humiliação que uma Senhora inflige ao seu escravo (tratado como cinzeiro ou sobre o qual derramar a expiração do fumo) numa relação BDSM.

Muita gente afirma que o smoking fetish é uma característica peculiar do imaginário masculino. Se fosse realmente assim, me consideraria uma orgulhosa exceção à regra.

PS:  Se tivesse uma parceira fumante, todavia, poderia acabar a voluptuosidade que percebo no smoking-fetish: os dentes amarelos e um permanente cheiro de tabaco no ar seriam dois excelentes impedimentos.

PS2:  Os meus olhos brilham mais vendo mulheres que fumam pequenos charutos ou cigarrilhas inseridas em longas piteiras brancas e negras… E se a suas mãos são embelezadas pelo suave abraço de luvas de seda, ou de cetim… Não haveria algo melhor que isso :)

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Violet vive na devota Italia e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.

Vampiras lésbicas e bissexuais no cinema

http://www.submarino.com.br/produto/6/21538066/dvd+true+blood+-+a+1%C2%AA+temporada+completa-+5+dvds?franq=AFL-03-33604

Sábado passado assisti Crepúsculo, domingo e segunda, toda a primeira temporada de True Blood, hoje estréia Lua nova… Ou seja, nada mais providencial para terminar esta minha semana vampiresca, do que este post da nossa querida Violet, gótica por natureza. O texto fala de um ponto sempre insinuado, mas só muito recentemente explicitado nas telas do cinema, a ambígua sensualidade e sexualidade dos vampiros. Neste caso, ela fala especificamente das vampiras e suas várias representações ao longo da sétima arte. Sem dúvida, uma aula de vampirismo e sensualidade.

Carmilla, de LeFanu, a grande inspiradora

Carmilla é uma obra do escritor irlandês Sheridan LeFanu. Esta obra inspirou muitos diretores de cinema (especialmente entre os anos 30 e 70 do século passado) na representação de histórias de vampiras apavorantes, ousadas e atraentes. O livro do LeFanu relata a paixão entre a vampira Carmilla e a humana Laura, que ficará vencida pela matança da primeira: os eventos se colocam na mansão stiriana, propriedade do pai da Laura. A paixão lésbica entre as duas jovens mulheres nasce também em resposta ao cenário heteronormativo e muito antigo no qual vivem e atuam (a Stiria foi a região preferida pelos generais asburgicos retirados). A morte da vampira implica a vitória do masculino, do heteronormativo e da ordem social sufocante, sobre o feminino, o lésbico e a paixão imprevisível.

Belíssimo ensaio fotográfico de Andy Julia baseado na obra Carmilla, clique na imagem para ver o ensaio completo.

Belíssimo ensaio fotográfico de Andy Julia baseado na obra Carmilla, clique na imagem para ver o ensaio completo.

O primeiro filme vagamente inspirado pela história de Carmilla foi Vampyr, do diretor dinamarquês Carl Dreyer (1932). Nesse filme, o lesbianismo fica representado pelo recuo de sangue atuado pela velha megera Marguerite Chopin, sobre as duas jovens filhas de um castelão (Léone e Gisele). A intervenção salvadora masculina (na pessoa do jovem e deselegante viajante David Gray) esta vez resolve somente meio problema, porque o assassinato da velha ralhadora salva a Gisele, mas não a Léone, que acaba suicidando-se: os laços que atam ela à Marguerite Chopin são demasiado fortes, para ficar superados unicamente pela morte corporal da última.

Em Et mourir de plaisir – Blood and Roses, do diretor francês Roger Vadim (1960), Carmilla vive atormentada, o homem que ama, seu primo Leopoldo, está por casar-se com Georgia. O seu acontecimento incestuoso lhe faz reviver os dores, de dois séculos antes, da sua progenitora Millarca, morta um dia antes do casamento com o primo Ludwig. A paixão entre Carmilla e Georgia se desenvolve numa cena de tirar a respiração, na qual as duas ficam capturadas numa estufa para plantas, pela repentina chegada de um temporal. Uma Carmilla com o cabelo molhado e o rosto marcado de  chuva seduz a encantandora Georgia, com o objetivo de substitui-la no casamento com Leopoldo.

O assunto da carnalidade lésbica, em contraposição ao grande amor heterossexual, é um elemento constante do cinema sobre as vampiras, e corresponde hoje também a uma fantasia masculina muito comum. A esterilidade (passada) das relações lésbicas assegurava também os espectadores sobre a descontinuidade da dinastia vampirica (hoje com a fecundação assistida a coisa ficaria percebida de maneira bem  diferente).

La cripta e l’incubo do diretor italiano Camillo Mastrocinque (1964) tem duas fundamentais novidades. A paixão entre a humana Laura e a vampira Ljuba acontece e é bem sucedida (apesar da morte final da vampira, como nos outros filmes). A segunda novidade é a sensualidade escura, atribuida pela primeira vez ao ser humano, e não à vampira (elemento refletido na inversão da cor dos cabelos: a vampira de LeFanu é morena, a de Mastrocinque tem cabelos castanho claros. A humana do LeFanu é loura, a de Mastrocinque é muito morena).

Clássicos do vampirismo lésbico no cinema

Na trilogia vampirica da falida produtora de cinema inglesa Hammer (“The Vampires Lovers” de Roy Ward Baker – 1970, “Lust for a Vampire” de Jimmy Sangster – 1971, e “Twins of Evil” de John Hough – 1972) tenho que ressaltar as excelentes interpretaçoes da Ingrid Pitt (a Carmilla em “The Vampire Lovers”) e da Yutte Stensgaard (a Carmilla em “Lust for a Vampire”).

  • A Carmilla interpretada pela Ingrid Pitt fica quase agradável e, a pesar de seduzir as garotas com o único objetivo de obter o sangue, parece quer precisar a elas uma educação sexual e sentimental, antes de morde-las.
  • A provocativa Carmilla da Yutte Stensgaard quando atraida por alguma colega do instituto,  se entretém de forma carnal com elas antes de matá-las, entretanto, fica subjugada pelo amor heterossexual do seu profesor Richard Lestrange (primeiro caso de uma vampira que tolera de forma totalmente passiva a paixão de um ser humano).

O lesbianismo vampírico no cinema espanhol

O cinema espanhol no começo dos anos 70 doa dois títulos relevantes à tematica das vampiras. Em “Vampyros Lesbos[bb]” do diretor Jess Franco (1971), a minha querida e desafortunadisima Soledad Miranda (morta aos 27 anos, poucos meses depois do fim da gravação desse filme) interpreta uma condessa Carody que tem um erotismo melancólico cativante, irresistívelmente atraida pela humana Linda (noiva com um homem) de tal maneira que, no jogo da transmutação vampirica, pela primeira vez é a vampira que fica totalmente subordinada as açoes de um ser humano. O gênero humano triunfa outra vez, esta vez por causa de uma mulher, a mesma Linda, que mata a Condessa Carody deixando de lado seus sentimentos por ela, para não tornar-se como ela.

Em “La novia ensagrentada” de Vicente Aranda (1972), a jovem esposa Susan se revolta à brutalidade machista do marido, para confiar totalmente em Carmilla. Durante o filme encontramos também uma relação lésbica-vampirica de três, incluindo a empregada Carol. O marido de Susan mata as três fêmeas, numa leitura ideológicamente feminista e históriograficamente machista do erotismo.

A fragilidade “humana” de uma vampira diante do amor

Enfim, no britânico “The Hunger” do diretor Tony Scott (1983), a imortal Miriam, angustiada pela decadência física do parceiro John, seduz e morde a doutora Sarah Roberts, a qual prefere suicidar-se, que capitular diante o fascinio da vampira. Essa autonomia, esta forte escolha da humana provoca uma crise na vampira, crise que acelera o processo do seu envelhecimento até a morte.

Nesse caso, a paixão lésbica outorga uma maior independência da personalidade de Sarah nas suas relaçoes com os homens, e, ao mesmo tempo, faz descobrir o lado frágil da vampira, até aquele dia absolutamente firme e inflexível nas relaçoes com o parceiro e os seus escravos varões.

A sexualidade vampirica de orientação lésbica o bissexual fica representada em outros títulos, todavia sem que chegem a dar-lhe uma força simbólica e material, e uma cume intelectual, como as películas sobrecitadas.

Intervenção da B.

Em minhas buscas sobre o texto, encontrei um link que talvez seja bastante interessante: Top 10 Filmes Lésbicos: Vampiras. Sem dúvida, para os fãs do gênero, deve ter algo mais a acrescentar.

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Violet vive na devota Italia e tem características fisicas tipicamente etruscas. Oscila eternamente entre amor e vampirismo… mas entretanto escreve.