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Professores e alunos – uma ligação perigosa

Quem nunca teve uma quedinha por um(a) professor(a) que atire a primeira pedra. É incrível o fascínio que professores exercem sobre seus alunos. Seja por admiração ou mesmo pelo despertar da libido, ao longo da minha vida escolar inúmeros mestres chamaram a minha atenção. Da adolescência a idade adulta foram professores de artes, sociologia, matemática (“Putz B. até matemática?”)… No entanto, o único relacionamento que tive, já burra velha, foi com o meu ex-professor de marketing, como já comentei no texto Ao Mestre Com Carinho. Ex, pois só me envolvi realmente com ele no período seguinte, quando não era mais meu professor, mas… Que rolou, rolou!

O videoclip oficial da música ‘Baba’ de Kelly Key, mostra a cantora no papel de uma aluna sexy que se insinua para o professor que outrora a ignorava, mas desde que ela cresceu passou a ter olhos para a mocinha que, desde então, passou a instigar os olhares do professor por pura maldade, pelo prazer de atiçar. Caso clássico.

Lembrei de uma história que aconteceu quando eu tinha uns 17 anos. Estava no curso de formação de professores e uma colega mais ou menos da mesma idade meteu na cabeça que iria conquistar um de nossos professores. Ele era jovem, pouco menos de 30 anos, casado, dois filhos, sério, mas… Era homem. Minha colega atiçou tanto, mas tanto, que deu um jeito de sair com ele. Um belo dia ela chegou na sala de aula, me chamou no canto e disse vitoriosa: “Comi o professor!”. E ele, bem, ele ficou visivelmente desconfortável com o acontecido, já que ela passou a adotar uma postura de “namoradinha” e, para evitar problemas maiores, pediu as contas no fim do período. Pena… Era um bom professor.

Sei que posso ser muito criticada por esta opinião, mas… Tem mais aluna safada do que professor galinha. Qualquer mulher, quando quer alguma coisa, sabe exatamente como fazer para alcançar seu objetivo, tenha ela dezoito ou trinta e oito anos, seja ele professor, amigo do irmão ou pai de amiga. No entanto, não descarto que existem homens, portadores de um incurável complexo de Peter Pan, que preferem interessar-se por meninas que os tem como semideuses, a relacionar-se com mulheres de verdade que podem perceber os sapos desencantados que realmente são. Portanto mocinhas, todo cuidado é pouco.

Graças ao texto sobre meninas que gostam de homens mais velhos, chegam frequentemente ao AVS defesas entusiasmadas sobre os prós e os contras dessas relações. A maioria deles, infelizmente, por precaução temos que moderar. Afinal, pela legislação atual, sexo com menores de 18 anos é crime. Alguns sobre essa delicada relação entre professor e aluno. Nos EUA, isso frequentemente dá cadeia. Ainda assim, não existe botão de “liga e desliga” dentro de ninguém determinando se podemos ou não nos interessar por esta ou aquela pessoa. Se o objeto de desejo é o professor, para as meninas de hoje isso é só um detalhe que não impede nada.

E pra finalizar o que dizer para as mocinhas e professores assediados e/ou assediando? Tudo o que é proibido sempre parece mais gostoso. No entanto, nem tudo o que parece é. Pensar um pouquinho, analisar os prós e contras, as possíveis complicações para ambas as partes, pode poupar muita dor de cabeça. Do coração partido a complicações trabalhistas. E se depois de pensar e pesar isso tudo ainda quiser ousar… Bem, cada um com seu cada um, eu deixo o cada um dos outros.

Impressões de viagem

[Updated Images] De 20/01 a 01/02 estive em SP. Objetivo principal: Campus Party. Pra mim, um evento que rolou redondinho, mas  pelo que li por aí, não foi bem assim. Teve até coelhinha bolinada e caindo no choro por isso. É interessante esta coisa de pontos de vista. Eu não vi nada disso, mas como disse uma expositora: “Eles (os Nerds/Geeks)  só tem cara de inofensíveis…” O que não se pode esquecer é que babaca tem em todo lugar, Nerd ou não.

Minha estada em SP mostrou que prometia quando já na quarta-feira após um exaustivo dia recebo o SMS de um amigo apaixonado por Smell Feet (chulé): “Está de botas?” E diante da resposta positiva, meu retorno da Campus Party teve uma breve mudança de itinerário para que o meu amigo podólatra fizesse comigo o que muitas mocinhas se negam a fazer, deixá-lo cheirar seus pés suados e chulezentos. Se gosto disso?! Ah, complicado dizer. Odeio o cheiro do meu pé (ou de qualquer outro) após um dia aprisionado em botas, mas… Tenho um prazer sádico em ver que, apesar de toda paixão pelo fetiche, os olhos do outro chegam a encher de lágrimas diante do forte cheiro de suor. Se teve beijo na boca?! Não! Foi uma sessão de podolatria, só isso, mas foi bom demais.

Daí em diante, tudo ocorreu normalzinho até demais. Assisti a tão esperada palestra sobre pornografia na internet na Campus Party, quase fiz o microfone gozar de tanto que tremi quando fiz uma pergunta à mesa, fiz o PodSecret com os blogueiros safadinhos e teria até participado de um painel sobre relacionamentos em tempos de internet, caso eu não tivesse amanhecido muito mal no sábado. Estou ficando velha!

Aproveitei para no fim de semana chamegar a amiga, cozinhar,  reencontrar velhos amigos, fofocar, falar de sexo e captar as infinitas dicas para possíveis posts para o AVS. Aguardem, vem muita coisa boa por aí.

Fiquei de segunda à quinta da segunda semana envolvida com outros projetos paralelos e tirei a sexta para mim. No melhor estilo B. de ser. Amanheci o dia Dominando o escravo da minha amiga, com um jeitinho sexy e sádico. Quase que o moço não aguenta as duas, coitado. À tarde entrevistei um podólatra com ele a meus pés (vocês vão amar esta entrevista, em breve irei postá-la). E enquanto eu calmamente anotava suas respostas que ele respondia de boca cheia (um pé 39 na boca é coisa demais), minha amiga calmamente também descansava seu pé em alguma parte do seu corpo. Terminei a sexta jantando com amigos. Conheci a Casinha do Bob. Um casal muito gracinha. E se alguém duvida que existe a Nerdland, isso é porque não conhece a casa do Bob… risos

O sábado foi especial por muitos motivos. Conheci o mercado municipal de SP e amei aquele mix de aromas, cores e sabores. Tenho que voltar mais vezes. Eu precisava comprar ingredientes para a receita afrodisíaca que seria preparada durante uma entrevista que eu concederia a um novo canal de TV a cabo voltado ao sexo, o Sex Privê Brasileirinhas, da BAND. Foi um bate-papo gostoso sobre Blogs e Sexualidade. Os presentes gostaram da receita, já divulgada aqui.  Terminei a tarde em um gostoso bate-papo entre amigos na casa do Admin Secreto.

Um flagrante dos pés da entrevistadora, Sonia Andrade, e entrevistada, euzinha.

Um flagrante dos pés da entrevistadora, Sonia Andrade, e entrevistada, euzinha. Clique na imagem para acessar o FLICKR

Parece que esta fofuchinha está aos poucos dando o ar da graça. Apesar de respeitar muito a minha vida secreta, acho importante e natural este desnudamento gradual. Sexo é um assunto tão interessante quanto qualquer outro, senão mais, não há porque envergonhar-me disso. Acho legal também mostrar minhas bochechas luzidias e meus quilinhos  a mais, pra esse povo parar com esta bobagem de que pra ter uma vida sexual gostosa tem que ter corpo de miss.

Viajei no fim da tarde de domingo, e peguei um engarrafamento de duas horas na Dutra quando já chegava ao RJ, ou seja, estou moída. Portanto, peço que tenham um pouquinho mais de paciência. Aos poucos postarei as muitas coisas interessantes que surgiram à partir desses dias em SP. Por hora, fica só o meu registro de viagem.

PS – E antes que perguntem se fiquei no 0X0 no quesito sexo. Não testei nenhuma camisinha, se é o que queriam saber, mas… Tive alguns deliciosos orgasmos. Mais eu não conto! Gosto de um certo mistério.

PS 2 – Não posso deixar de agradecer às quase 50mil visitas únicas ao AVS e quase 80mil pageviews. É deliciosos saber que mesmo  sem o comando direto desta mocinha aqui A Vida Secreta acontece quase sozinha. Muito obrigada!

PS3 – As fotos do Flickr também estão disponíveis em meu perfil do ORKUT.

Marcelo Camelo e Malu Magalhaes - namorar pessoas mais velhas

Elas gostam de homens mais velhos

O post Quero Deixar de Ser Virgem e Não Consigo é um dos mais acessados. Recentemente ele rendeu um outro post  Qual a Hora Certa Para Deixar de Ser Virgem? E, é claro, imagino que a maior parte dos paraquedistas que chegam aqui via-google sejam virgens que querem deixar de ser.

Até aí tudo bem, sem problemas. Estou sempre respondendo os comentários. Trazendo à tona informações sobre a responsabilidade de uma vida sexual saudável (física e psicológica), lembrando que virgindade não é moeda de troca e que cada um sabe qual é o seu melhor momento. E ressaltando que, principalmente, se há dúvidas é porque não é o momento certo. No entanto, um comentário recente me chamou atenção e não foi por causa das dúvidas comuns.

“Bom eu tenho 16 anos e namoro um cara de 28 anos ah 3 anos de enrrolação sabe de namora e se separa porém eu já tentei varias vezes perder a virgindade muitas vezes mesmo so que todas as vezes eu mando ele para porque ta me encomodando porque ta doendo e isso deixa ele um pouko extressadinho sabe como é homen née………I eu ja nao sei mais o que fazer para dar a ele o prazer…quero muito perdeer a virgindade com ele so que nao sei o que acontece comigo que na hora trava tudo..”

E o que me incomodou neste comentário, não foi a idade dela (16 anos, nos dias de hoje, nem é tão novinha assim), tampouco o desejo de deixar de ser virgem com o namoradinho de três anos de idas e vindas, mas… Se ela tem 16 anos e namora ele desde os 13, ele tem 28 anos e namora ela desde os 25. Uma menina de 13 anos, pode até ser aparentemente uma mulher, mas… É uma menina. Um homem é um homem, aos 25 ou aos 28. E nem bem eu estava pensando em comentar este assunto, outro leitor respondeu o comentário dela no próprio post.

“O que acontece no caso, é inexperiência. E por conta da inexperiência, ela não se sente à vontade prá isso. Particularmente, acho que a menina está fazendo da virgindade dela um presente pro cara…uma forma de evitar que ele procure fora o que não tem “em casa”.

Particularmente, acho que o cara devia ser preso, porque um cara de 25 anos que pega uma menina de 13 configura pedofilia, que é crime. No mínimo esse figura deveria ser internado.

Conselho de “amigo”: larga esse tarado e vai procurar alguém que possa aprender com você. Alguém que não te faça sentir pressionada a algo para o qual você não está preparada e, principalmente, alguém que saiba esperar teu tempo sem se estressar.”

Não sei se é pra tanto, mas como eu disse antes, também me senti incomodada pela informação. Por cuidado, para incentivar a troca de relatos e informações, não costumo pré-julgar quaisquer que sejam os relatos que recebo. Acho importante tentar manter uma imparcialidade, buscar informação e responder de maneira bem objetiva. Acho que o melhor do AVS (A Vida Secreta) é tentar ser um canal sem preconceitos. Ainda assim, eventualmente fico surpresa com uma ou outra informação.

Vamos por partes então, são dois os assuntos distintos a serem tratados, a relação entre homens mais velhos e meninas mais novas e o eterno dilema entre desejar iniciar uma vida sexual e não conseguir.

O que é pedofilia?

Antes de tudo, vamos informar com propriedade o que é pedofilia. Segundo este site que usa como referência informações da Organização Mundial de Saúde, a pedofilia é uma doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia).  Caracteriza-se pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual , já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto que ocorram relações sexuais para haver pedofilia.

Na legislação brasileira, não existe um crime intitulado pedofilia, mas sim, comportamentos que podem ser considerados crimes e são eles:

  • Atentado violento ao pudor - Prática de atos libidinosos cometidos mediante violência ou grave ameaça. São considerados atos libidinosos aqueles que impliquem em contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios, com o ânus, ou a manipulação erótica destes órgãos com a mão ou dedo. Também atos que impliquem na introdução do pênis no ânus, no contato do pênis com o seio ou na masturbação mútua.
  • Estupro - Constranger criança ou adolescente à conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça.
  • Pornografia Infantil - Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes.

Atenção! É importante ressaltar que só é considerado pedofilia, caso estes crimes tenham sido praticados contra crianças menores de 14 anos.

Segundo a Wikipedia, a Organização Mundial de Saúde para caracterizar um indivíduo como pedófilo, entre outras especificações, ele tem que ser maior de 16 anos e ser ao menos cinco anos mais velho do que a(s) criança(s) citada(s) no critério. Este critério não se aplica exatamente a indivíduos com 12-13 anos de idade ou mais, envolvidos em um relacionamento amoroso (namoro) com um indivíduo ao final da adolescência – entre 17 e 20 anos de idade. Haja visto que nesta faixa etária geralmente acontecem diversos relacionamentos entre adolescentes de idades diferentes. Namoro entre adolescentes e jovens não é considerado pedofilia por especialistas no assunto. (Exemplo: O namoro entre uma adolescente de 14 anos e um jovem de 18 anos)

Diferença de idade ou pedofilia?

Atualmente, um casal no meio artístico, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, está dando o que falar na mídia, afinal, ela tem 16 anos e ele 30. Ele, um bem sucedido cantor e compositor, ela, um fenômeno artístico e estrela em ascensão. Particularmente, acho que fazem até um casal bonitinho. O assunto rendeu até matéria no Fantástico.

(Continua na outra página)

Outro caso, de conhecimento público, de um homem mais velho que se envolveu com uma menina é do casal Caetano Veloso e a Paula Lavigne. Ela tinha só 13 anos, e assume que “atacou” o moço no aniversário dele de 40 anos. Era apaixonada por ele e disse que se não perdesse a virgindade com ele não seria com outro (ou algo parecido). Se na época o caso tivesse vindo à tona, certamente teria sido considerado pedofilia. Essa paixão dela por ele foi tanta, que anos mais tarde casaram e ficaram juntos por quinze anos.

Nos EUA, o cantor Jerry Lee Lewis foi obrigado a casar com a prima de 13 anos pelo mesmo motivo. Afinal, era um adulto com uma menina de 13 anos. No entanto, no caso do Caetano, a menina em questão admitiu ser a sedutora, e aí? Como fica?

O fascínio por homens mais velhos

Sei que muitas meninas tem fascínio, quase fixação por “homens mais velhos”. Com esta idade, eu mesma sequer olhava para um rapaz que não tivesse, no mínimo, cinco anos mais que eu. Aos 16/17 anos eu costumava me envolver com homens de 22 a 28 anos. Quase casei com um de 34, ou seja, 17 anos mais velho que eu.

E, é claro, minha mãe já tinha suas preocupações (cheias de fundamento). Seu medo, não era que eu deixasse de ser virgem, mas que me envolvesse com algum tarado, psicopata, lobo em pele de cordeiro. Como eu disse, ela tinha razão em seus cuidados, e me amarga muito admitir isso.

Na adolescência, há um abismo de diferenças entre os sexos. Meninas são tão mulheres, enquanto os homens são só garotos, como já dizia Leoni em Garotos II. Algumas garotas realmente ignoram garotos de sua faixa etária. Só tem olhos para “os caras mais velhos”. Pelo prazer da conquista,  talvez…

Às vezes, nem há uma via de mão dupla. Este é o período onde mais vivemos amores platônicos. Professores, pais e irmãos mais velhos de amigas… Eis um momento que as meninas realmente atacam, e se o tal objeto de desejo não tiver um pouco de consciência, se envolve mesmo. E como em tese a vida sexual de um homem normal não fica à base de beijos e abraços apenas… Eis o primeiro conflito.

Eles preferem as virgens?

Já recebi inúmeros e-mails, de rapazes na faixa dos 20/22 anos, que namoram meninas de 15/16 anos e vivem o dilema de comer ou não comer. Sim, pois os desejos sexuais estão aí, à flor da pele, mas “traçar” a namoradinha virgem é ao mesmo tempo a realização de um sonho e uma grande responsabilidade, que alguns ainda guardam certos escrúpulos.

Os mais safados, só querem dicas sobre como comer uma virgem. Dicas de como convencê-las, acreditem… Os mais concientes me perguntam, é claro, como convencê-las, mas principalmente, como não parecer um troglodita diante de tanto desejo. Mulheres fazem uma enorme expectativa. E por isso há tanta tensão e desconforto.

Particularmente, acho que alguns homens tem fetiches por virgens enquanto outros fogem delas. É claro que estas coisas deveriam rolar sempre por amor e envolvimento, mas a gente sabe que não é bem assim. Certa vez conversei com um cara que se orgulhava de ter “tirado três cabaços”. Tive vontade de vomitar, sabia? Não é à toa que a mulherada tem tanta reserva sobre com quem será sua primeira vez.

Bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer…

Como disse antes, procuro evitar julgamentos. O comentário da leitora deixou claro que ela está a fim. No entanto, a sua “trava”, como ela mesma diz, é um reflexo da sua incerteza.

Em tese, este cara jamais deveria ter se envolvido com uma menina de 13 anos, mas se envolveu e ela também. Sinceramente não acho que nesta idade temos noção de consequências e decisões definitivas, mas é exatamente nesta fase que temos coragem para namorar com o perigo.

Infelizmente, no caso da leitora citada acima, a impaciência dele com a natural insegurança dela parece indício do seu desinteresse e má intenção. Parece haver da parte dele um interesse sexual sim, que ela, desesperadamente, acha que é amor, mas… Será?!

Essa leitora, como a maioria das mulheres, acha importante que sua primeira vez seja com seu grande amor. É o ideal romãntico que nos é empurrado goela abaixo enquanto aos homens, ainda hoje, é indicado o extremo oposto, quantas mais, melhor.

E depois de tudo o que foi comentado acima, acho que está claro, só a própria pessoa pode saber seu momento certo, mas se há dúvida, definitivamente, é porque a decisão não está tão acertada assim…

Meus Mestres na Vida

    Como hoje, 15/10 é Dia do Mestre, decidi reeditar este antigo post do Me and My Secret Life. Sei que este é um blog que trata de vidas secretas, mas atendendo ao pedido do Gustavo Gitti do Não 2 Não 1, resolvi aceitar o convite dele e falar dos meus Mestres na vida. Não sou tão erudita quanto o Gustavo e nem tão espiritualizada também. Percebi redigindo o texto que realmente temos muito dos nossos mestres em nós. E mais… Vi que por mais influência externa que tenhamos, é no seio da nossa família que aprendemos quem seremos para o resto das nossas vidas. Por motivos óbvios (este é o meu blog secreto) não colocarei fotos, mas fico feliz em de alguma forma homenagear meus mestres. Portanto, já no primeiro parágrafo quero sinalizar que este não é um post sobre sacanagem.

Meu Mestre de Música

Vai parecer brincadeira, mas meu mestre de música foi um cara que nunca tocou nenhum instrumento musical. No entanto, apreciava tanto a boa música que me influenciou e muito. O cara é o meu pai. Ou foi, meu pai morreu quando eu tinha nove anos. Agradeço muito a Deus ter bebido daquela fonte, de ver todos os domingos aquele sujeito genial, fingindo reger orquestras diante da vitrola. Um homem que nunca viajou além desse brasilzão, mas que viajava em suas coleções de grandes mestres. Que me apresentou Strauss (era quem eu mais gostava quando pequena), Chopin, Bethoven, Tchaikowsky, Mozart e tantos outros. O mais interessante é que além dessa paixão pelos clássicos, ele amava música brasileira. Quem foi criança na década de setenta deve lembrar-se do Projeto Minerva, na Radio Globo aos domingos, 10h da manhã. Era a hora que íamos à praia. Naqueles passeios eu conheci Chiquinha Gonzaga, Lamartine Babo (que ele se orgulhava em ter conhecido pessoalmente na época que veio morar no RJ), Francisco Alves, Ari Barroso, Marlene, Emilinha e tantos outros mestres, compositores ou intérpretes. Sem contar que em tempos de discoteca, final dos anos 70, o vi dar uma de John Travolta na festa de 15 anos da minha prima ao som de Bee Gees. Meses depois meu pai morreu. Meu ecletismo musical deve-se aos opostos extremos do gosto do meu pai. Graças a ele eu aprendi a ter prazer em amar e respeitar os clássicos, dar valor à raiz da nossa música popular e ainda sem nenhum pudor render-me ao novo, se o novo me diverte e encanta.

Minha Mestra de Relacionamento

Taí uma coisa que nunca aprendi. Relacionar-me bem com as pessoas. Talvez porque jamais tive um mestre, aquele modelo para servir de referência, sabe? Cresci sim repleta de expressões neurolinguísticas que acabaram me formando (ou deformando, sei lá). Sou de uma família simples e humilde, a pessoa que mais convivi na infância e adolescência foi a minha avó materna. Uma nordestina semi-analfabeta que o único grande sonho realizado foi ver de perto o relógio da Central do Brasil, a única escola que freqüentou foi a da vida e que dizia que o dia mais feliz dela seria o dia que morresse (curiosamente nunca vi semblante mais belo e sereno do que o dela no caixão). Era trágica e cômica. Chorava vendo filmes românticos e xingava vendo os vilões nas novelas. Quando penso em relacionamentos, penso nela. Porque de certa forma, algumas expressões ditam minhas relações até hoje, às vezes feliz, noutras infelizmente. “O muito aborrece e o pouco parece bem”, “Quem tem pena do miserável, fica no lugar dele”, “Quem faz de cachorro gente, fica com o rabo na mão”, “Na minha casa só os meus, e olhe lá…” Minha avó era uma mulher sofrida, mas extremamente divertida. Ressabiada, desconfiava de todos até que lhe provassem o contrário, ainda assim tinha uma expressão leve. Quase infantil. Casou três vezes, namorou outras tantas, ainda assim guardava a fama de Senhora mãe de família. “Ninguém precisa saber dos particulares”, ela dizia. Amava “os seus” e zelava por eles como uma leoa, sem nenhuma vergonha de não se importar com a fome na Etiópia. “Quem se importa com fome lá nas lonjura, é porque nunca viu um filho chorar com a barriga roncando…” Minha Mestra em relacionamentos me ensinou que devemos ser criteriosos ao escolher “os nossos”, mas uma vez eleitos fazer tudo por eles.

Minha Mestra Intelectual

Risos… Estou parecendo uma máquina do tempo, revisitando o meu passado, mas lá vou eu novamente mergulhar na infância para citar mais um de meus Mestres. Minha primeira professora de português e grande Mestra foi a Tia Ana Maria (estou morrendo de dó aqui por não lembrar o sobrenome dela). Professora de português da 4ª série. Estudei em um dos melhores colégios da minha região, colégio católico, mas com fama de moderninho. Na quarta série eles já implantavam a segmentação das matérias e dos professores. Coisa que em outras escolas só começava na 5ª série. Esta professora em especial era uma mulher muito séria, às vezes até mal-humorada, mas que eu achava ela inteligentíssima. Sempre tinha uma citação de algum autor interessante, incentivava-nos à leitura, à redação. Ela foi a primeira pessoa que falou da importância da leitura para um bom vocabulário. A primeira que me incentivou a comprar meu primeiro livro. Que podem até rir de mim, mas foi O Pequeno Príncipe de Antoinne de Saint-Exupéry. E isso aos nove anos de idade. De lá pra cá, fui enveredando no mundo da leitura. Nos livros aprendi muito do que não tive coragem de perguntar, do que não tinha acesso, do que morria de curiosidade. Aproveitei a maior herança que meu pai pôde me deixar, uma estante cheia de livros, e por muitos anos foram eles os meus melhores amigos e grande paixão. Paixão incentivada lá pela Tia Ana Maria, na 4ª série.

Meu Mestre Espiritual

Este é fácil. Foi o Padre Décio. Como disse antes, estudei dez anos em colégio de formação católica, adolescente comecei a freqüentar encontros de jovens organizados pela própria escola. Curiosamente, apesar de amar a escola e os encontros, eu detestava as missas. Não gostava daquele modelo estabelecido, chato. O Padre Décio era diferente de tudo e todos. Agitava seus encontros com violões, usava técnicas de teatro, animava… Isso em uma época que ainda não havia Renovação Carismática. Falava de Jesus Cristo como um quase hippie e grande Mestre revolucionário, São Francisco de Assis então era o máximo, virou meu ídolo depois daqueles encontros. Lembro que estes encontros aconteceram em meu último ano naquela escola, logo depois eu saí, faltava grana para minha mãe manter três filhos lá. Saindo do colégio, larguei a Igreja de vez, mas eventualmente sempre sabia do Padre. E qual não foi minha surpresa ao saber que anos depois, ele largou a batina, continuou como missionário, viajando o mundo pregando a palavra daquele Jesus gente boa e grande Mestre que encantava, mas não metia medo. Desde então, sempre que eu pensava em um símbolo espiritual bem real, lembrava dele. Um cara jovem, cheio de boas idéias e boa vontade de passá-las adiante. Lembro que uma frase dita por ele em um dos encontros marcou para sempre a minha vida. Quando questionado sobre qual a verdadeira religião, ele riu e disse: “Gente, a fé é algo de Deus. A religião é coisa do homem. Cada um deve buscar a melhor maneira de estar ligado à sua fé.” Taí um cara que fez diferença em minha vida espiritual…

Meu Mestre na Cama

Adolescente eu li o Kamasutra, lembro que o que mais me encantou naquele livro não foram as imagens de malabarismos sexuais, nem as maneiras corretas para a aquisição de uma esposa, mas sim que sexualmente homens e mulheres eram diferentes. Que havia uniões compatíveis e uniões desiguais. Diferentes encaixes e diferentes possibilidades de amenizar as incompatibilidades e ter prazer. Ali eu sexualmente descobri a roda e o fogo (principais descobertas da humanidade). No entanto, foi com tempo que descobri que a diversidade de técnicas de sedução, união e práticas sexuais apesar de detalhadamente expostas e explicadas TIM TIM, por TIM TIM no tal livro, não diziam nada se a partilha da cama fosse só pelo sexo. Sexo por sexo é bom, quem negar é porque nunca soube aproveitar deste prazer. Mas sexo com amor é muito melhor. Tive muitos parceiros sexuais, muitos mesmo, no entanto, poucos, raríssimos amores. Queria poder citar um grande Mestre na Cama, mas falar de um, seria desmerecer os outros. Quem sabe eu não queira me comprometer em eleger um deles, porque talvez espere que ainda venha “o” tal Mestre?! Sei lá… Só tenho 37 aninhos.

Minha Mestra Maior

Minha mãe. Achei importante colocar ela aqui. Minha mãe é uma mulher extraordinária, que ficou viúva aos 36 anos após 15 anos de casamento, tempo em que sua única função foi ser esposa e mãe. Meu pai achava natural o homem ser o responsável financeiramente pela família e não queria que ela trabalhasse. Após a morte dele, podia ter se contentado com a pensão do INSS, mas preferiu buscar formação escolar e profissional e entrar no mercado de trabalho. Acabou com essa atitude se transformando em um exemplo pra nós. Sempre nos incentivou a tudo o que nos desse prazer. Nunca disse: “Não faça!” e sim “Pense, antes de fazer.” Soube ser mãe sem deixar de ser mulher, sempre foi discreta, teve namorados, só nunca quis casar, porque diz que casamento é bom, mas namorar é ainda melhor. Cresci bem e com apenas duas grandes dicas dela. “Sempre termine o que começou” e “Não te criei para ser isto ou aquilo, te criei para ser feliz!” Minha mãe é uma mulher admirável e não por ser minha mãe, mas por ser quem é.

Abrindo o armário

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Miranda, de ‘Sex and the City’, se declara à namorada

Atriz Cynthia Nixon comenta o relacionamento que já dura quatro anos

Em “Sex and the City” ela sempre foi a menos feminina do quarteto de trintonas ávidas por um partidão. Agora, na apresentação à imprensa do filme derivado da série, Cynthia Nixon, a Miranda, resolveu falar abertamente sobre o relacionamento homossexual que tem há quatro anos.

“Estou numa relação fantástica. Estou apaixonada porque ela é ela. Se fosse um homem, eu estaria apaixonada? Não sei. Nós vamos às compras juntas, cozinhamos e criamos as crianças”, contou a atriz, mãe de Samantha, de 11 anos, e Charles, de 6.

Cynthia garante que os filhos lidam bem com situação. “Meu filho era muito pequeno (quando ela conheceu a namorada, Christine), mas minha filha tem um tio gay e suas madrinhas são lésbicas”, explicou ela.

A atriz se separou do pai das crianças em 2003, após 15 anos de relacionamento.

Fonte: Ego

Clap! Clap! Clap! (De pé!)