Sexo e Games – Jogos para adultos – II

Quando resolvi escrever o texto sobre Sexo e Games tinha um preconceito. Putz, será que os homens que fazem uso de games de sexo se excitam realmente com isso? Fico muito feliz em concluir que games e sexo são prazeres completamente diferentes. Que eventualmente até se esbarram, mas na maioria do tempo se bastam e não se completam. E o melhor, um não substitui o outro, ufa!

E o que começou com uma consultoria informal sobre um assunto que eu não Dominava nada, Sexo e Games, transformou-se num post super interativo. Tenho que agradecer à galera que participou. Valeu! O Bob me enviou praticamente todos os links incidentais que aparecerão abaixo, inclusive entrevistas de conteúdo exclusivo para assinantes. O Celso e o Lond fizeram em seus respectivos blogs (cliquem nos nomes dos rapazes para ter acesso) posts sobre o assunto. E mais um tanto de gente ajudou nos comentários. Obrigada, pessoal! Seguem algumas conclusões abaixo.

Jogos e Erotismo

Elas estão pensando: “Hummm, será que a B. tem razão, todo nerd é bom de cama?”

Ficou claro entre todos os que opinaram que o erotismo está sim inserido direta ou indiretamente no mercado de games. Nem sempre no apelo diretamente sexual, mas inserido como a lutadora gostosa e insinuante ou na campanha de marketing sexista. Como bem lembrou o Carioca em seu comentário, “há erotismo, mas, como em qualquer outra mídia”. E o Celso, completa, erotismo e sensualidade são cada vez mais explorados em todas as formas de comunicação.”

O Bob , Thanatos e o Musashinm comentaram das belas e sensuais personagens femininas seminuas nos jogos, mas nem por isso ficam babando e se excitando com elas (pelo menos não mais).

O mercado de games tem sim toda a intenção e interesse em deixar a homarada seduzida e ligadona em seus produtos, mas… Pelo nível de resposta das pessoas que responderam aqui, acho que não adianta a jogadora mais gostosa do mundo se o jogo for desinteressante!

Aeris, como o Thanatos lembrou, tem até galeria erótica em Hentai

Segundo o Lond, há ainda alguma hipocrisia que atravanca o desenvolvimento de bons jogos envolvendo erotismo de maneira mais direta, e muito disso se deve ao puritanismo norte americano: “é muito normal ver cenas de gente perdendo membros, mas sexo é tabu. Então muitas vezes você vê cenas absurdamente fortes que envolvem violência em alguns jogos, e quando aparece uma cena mais sexual, o jogo recebe um rating alto e arrisca a não sair das prateleiras.

*Olha que gracinha a indicação do Arquivinho, Sexy Soccer – Acerte os penaltis e a moça tira a roupa. Um exemplo, do erotismo embutido em games. Até eu fiquei uns bons minutos constatando que tenho péssima pontaria… risos.

Sobre jogos, erotismo e atrativos sexuais

Para minha alegria, meus diletos comentantes sentem-se atraídos por muita coisa nos jogos, mas não são bobinhos de ficar excitados com as peitolas 3D das personagens (olha o meu preconceito… risos). Ainda assim, Lara Croft foi quase uma unanimidade. Será por causa do fato da Angelina Jolie ter encarnado a heroína lutadora no cinema? O Lond veio com mais uma de suas teorias ” Tomb Raider é um clássico quando se trata de falar de Erotismo, pois conforme os gráficos foram evoluindo, a Lara Croft foi ganhando mais corpo junto”. Será?!

Lara Croft ganhou contornos mais sensuais

O Musashinm falou sobre alguns elementos que podem influenciar em seus atrativos eróticos.

– Aventura (ex.: Tomb Rider – Lara Croft)
– Simulação (ex.: The Sims, 7 Sins)
– Terceira pessoa (ex.: GTA – Grand Theft Auto,Tomb Rider também se encaixa aqui )

No entanto, como eu disse acima, acho que jogos que envolvem algum erotismo só são capazes de chamar a atenção realmente se houver uma sedução intelectual. Como disse o Celso, jogos que o atraem são os que tem “boa narrativa, bons enredos, boas formas de interação ou com temas que gosto”.

Quase todos em algum momento da vida, principalmente adolescência, já tiveram acesso e chegaram, inclusive, a excitar-se com algum jogo de conteúdo exclusivamente erótico, mas, como foi comentado acima, à medida que o tempo passa é necessário um algo mais para gerar interesse maior.

Jogos para adultos

Cena do game 7 sins

Segue abaixo uma lista de jogos que foram citados pelas pessoas que comentaram no post original como Jogos para Adultos. Seja por envolver algum erotismo, enredo envolvente, suas heroínas ou outros elementos.

Um dos links enviados pelo Bob, tinha uma matéria da Folha (não disponível para não assinantes, segue trecho abaixo) sobre outros jogos não citados acima que envolvem sexo ou erotismo:

  • Sociolontron sociolotron.amerabyte.com é a experiência mais completa disponível. Exclusivo para maiores de 21 anos, o jogo é ambientado em uma Londres séculos à frente dos tempos atuais, devastada por um ataque bioquímico. Traz missões, clãs e um sistema de evolução de personagens baseado no ganho de experiência. Há também sexo, sadomasoquismo, gravidez, aborto, estupro e muita violência. O jogo não é dos mais atraentes visualmente, mas algumas de suas idéias relativas ao sexo podem surpreender. Cada personagem possui um medidor que avalia seu nível de atração e, se nas relações sexuais um avatar utilizar o sadomasoquismo em excesso, isso o afetará de várias formas -em uma luta futura, ele pode acabar “gostando” de apanhar.
  • Bairro da luz vermelha www.redlightcenter.com Como o próprio nome sugere, Red Light Center é inspirado no famoso bairro da Luz Vermelha, de Amsterdã, onde prostitutas ficam expostas em vitrines. A comunidade erótica deseja encorajar a interação entre as pessoas e faz isso por meio dos avatares (figuras que representam os jogadores), que passeiam pelas ruas, repletas de clubes e atrações noturnas.
  • Xadrez do Amor

    Xadrez do Amor www.lovechess.nl Em tabuleiros tridimensionais, Hórus, Anúbis e outros deuses fazem amor entre uma jogada e outra de Lovechess, que também pode ser jogado pela internet. No jogo (imagem abaixo), que é vendido por download e custa US$ 25, as animações de relações sexuais podem ser vistas por vários ângulos. Há uma versão demo do jogo em outro cenário

  • Naughty America: The Game www.naughtyamericathegame.com esbanja bom astral logo no slogan: “a primeira experiência multijogador que o levará aonde nenhum jogo jamais o levou: para a cama”. Os gráficos de Naughty America puxam para o lado sexy e até um pouco cartunesco. O jogo almeja ser uma ferramenta para que as pessoas se conheçam de verdade. On-line, é possível personalizar os avatares e visitar lugares como sex shops e cassinos. Os jogadores poderão dar festas e, se o clima esquentar, usar a webcam para “se conhecer melhor”. No Sex Mode (modo sexo), os personagens experimentam diferentes posições sexuais e, se quiserem, podem deixar outros usuários assistirem a tudo.

Mulheres, sexo e Games

Mocinhas como a Ilana e a Catherine opinaram e contribuíram para desmistificar a idéia de que só homem curte games, mas também afirmaram que se sentem meio que “uma estranha no ninho”. Segundo a Ilana, os fabricantes de games não se preocupam em fazer algo atrativo para as mulheres, tanto que as formas femininas eram muito mais interessantes que as masculinas no Lord of The Rings, por exemplo. No entanto, vamos combinar mulherada, que ainda bem que temos atributos que os games não tem. Como disse o Lond outro dia no comentário sobre o Geekini, nem precisa de tanto, “Por mais viciado que seja, normalmente nerds tem os hormônios a flor da pele, experiência própria.”

Jogos ainda não atraem as mulheres – Por Theo Azevedo

Veterana da indústria de games, Brenda Brathwaite passou 23 dos seus 39 anos envolvida com a criação de jogos eletrônicos. Ela foi uma das líderes no desenvolvimento do jogo Playboy: The Mansion e viu no sexo nos games uma seara para estudar. Brathwaite fundou uma mesa de discussão na Associação Internacional dos Desenvolvedores de Games para debater o assunto e, no final do ano, lançará nos EUA o livro “Sex in Videogames”. Em entrevista à Folha, ela disse que os jogos eróticos, embora voltados aos homens heterossexuais, têm como trunfo permitir aos jogadores explorar sua sexualidade sem riscos ou tabus.

Folha – O apelo dos jogos eróticos é igual para homens e mulheres?
Brenda Brathwaite –
Não há jogos eróticos voltados para as mulheres. Eu procuro mais, apenas para ter certeza, mas eles são voltados aos homens heterossexuais.

Folha – O que uma mulher procura em um jogo sexual?
Brathwaite –
As mulheres buscam algo mais visual, que as permita conversar e conhecer pessoas, provendo um senso de segurança que as deixem livres para explorar sua sexualidade sem serem perturbadas ou constrangidas. As pessoas esperam jogar simplesmente para conseguir alguém. E isso adiciona um grau de promiscuidade que pode causar desconforto às mulheres. Uma das razões que atraem as mulheres aos RPGs massivos on-line convencionais é que elas podem ter tudo o que citei acima sem terem de ficar com alguém.

Folha – As relações virtuais podem migrar para o real?
Brathwaite –
As relações on-line refletem as do mundo real, talvez com um pouco menos de risco. Uma mulher pode ficar mais à vontade conversando sobre um fetiche com um homem em Second Life. Os mundos on-line proporcionam um grau de segurança aos jogadores que lhes permite experimentar seus desejos, suas escolhas e a sua sexualidade.

Folha – O que um jogo pode trazer para a vida sexual?
Brathwaite –
Os games ainda não são aplicados na área da terapia sexual, mas estou certa de que quando os MMOVSGs forem lançados, muitos serão empregados com esse propósito.

Folha – Os games oferecerão novas maneiras de sexo?
Brathwaite –
Não. Cada nova peça da tecnologia, desde a imprensa até a câmera, passando pelo telefone, o videocassete e a internet, tornou-se condutora de conteúdo sexual. Esse novo conteúdo não mudou em centenas de anos. Podemos inventar uma nova tecnologia, mas não inventaremos novas maneiras de ter sexo.

Spend the Night

Um dos poucos jogos que encontrei referências a um público alvo feminino foi o Spend the Night. Na verdade, segundo a matéria da Folha (pena que o conteúdo completo só é disponível para assinantes), a proposta do jogo é: “Por que jogar sozinho?”. Permite construir personagens, explorar ambientes em busca de um par e, se tudo fluir legal, ir para um quarto privativo. Spend the Night pretende incentivar seus usuários a realizar suas fantasias, protegidos pelo anonimato da internet. Em entrevista ao site Next Generation, Robert Coshland, CEO da Republik, produtora do jogo, deixou claro quem é o alvo de Spend the Night: as mulheres. “Elas serão parte da experiência”, prometeu, porém sem revelar o que será feito na prática para atraí-las.