A primeira vez de um homem

Na seção Contos Secretos, onde os leitores contribuem com textos, contos ou relatos próprios. Já tivemos bons momentos de lembranças eróticas, curiosamente, textos que remetem a um passado remoto de descobertas. Seja no divertido Recordações de um Alpinista , de um leitor que não quis se identificar, no curioso Iniciação ou no recente O primeiro virgem a gente nunca esquece, da leitora Cláudia Motta. O novo texto vem nessa mesma linha, um texto de um leitor assíduo, o Eu Mesmo. Espero que gostem.

Primeira vez e aprendizado – Texto de Eu Mesmo

Como a maioria dos garotos de meu tempo, a primeira vez foi na zona. A grande maioria de meus amigos tiveram sua primeira foda ou lá ou com a empregada da casa.

Meus pais acharam que eu estava frequentando o banheiro com uma frequência muito grande e achando restos de papel higiénico sujos de porra no meu quarto. Nessa época, eu tinha 13 anos, nós morávamos em uma cidade do interior de São Paulo.

Em uma das vezes em que peguei uma carona com o Miguel, amigo da família, ele foi para uma das “casas de tolerância” da cidade. Chegando la, fomos para o bar, ele tomou uma cerveja, tomei uma Coca Cola e logo varias mulheres vieram sentar conosco. Ele era bastante conhecido da casa e como era final de tarde em dia de semana, não havia nenhum outro frequentador. Ficamos por lá por algum tempo e fomos embora.

Na volta para a cidade ele perguntou o que eu tinha achado. Respondi, todo sem jeito, que tinha gostado. Ele perguntou se já tinha tido alguma mulher, respondi ,todo vermelho, que não, Perguntou se eu tinha dinheiro para voltarmos lá e como eu disse que não ele falou que iria me emprestar mas eu teria que pagá-lo. Voltamos.

Creio que ele já tinha tudo combinado com as garotas, nunca apurei. Os fatos se confundem um pouco em minha memoria mas, depois que chegamos, duas mulheres sentaram em nossa mesa, uma delas, uma mulata meiga, chegou perto de mim, acariciou meu rosto e me convidou para dançar. Fomos para a pista de dança, começamos a dançar e ela me puxou para que dançássemos agarradinhos. Meu pau, de há muito, não cabia dentro da cuecas! Logo depois de começarmos a dança, ela pegou minha mão e fomos para um quarto.

Não me lembro de tirarmos a roupa. Lembro de estarmos deitados, nus, na cama. Hoje sei que ela me conduziu para cima dela e começamos um papai mamãe. Imediatamente ela começou a gemer e arfar. Fiquei muito preocupado e indaguei se ela estava se sentindo mal e queria que eu parasse! Imagino o esforço dela para não cair na risada, nesse momento. O fato foi que em seguida gozei, muito sem jeito, me vesti, paguei e fomos embora.

Peguei gosto pela coisa e passei a frequentar o puteiro e como tinha pouco dinheiro, depender da boa vontade das garotas. Sempre conseguia alguma coisa. Foi assim que perdi meu cabaço ( como se dizia na época ), mas não minha virgindade.

Quando tinha 17 anos, já morando em São Paulo, conheci uma mulher, 10 anos mais velha que eu, que trabalhava em uma banco como secretaria da diretoria. Fui convidado para trabalhar, como office boy, subordinado a ela. No fim do expediente saiamos juntos. Ela gostava de jazz e existiam diversos barzinhos pelas galerias do centro onde podíamos ouvir boa musica, conversar e dar uns amassos.

Em uma dessas noites, acabamos indo para minha casa, que estava vazia e fomos para a cama, onde depois de uns poucos beijos, penetrei-a. Qual não foi meu espanto quando ela pós as mãos em meu peito e me empurrou dizendo: “Espera ai! Eu não estou pronta!”. Eu não sabia que uma mulher precisava estar pronta!

Com uma paciência invejável ela começou a me ensinar como um homem deveria usar os dedos para acariciar e excitar uma mulher, como usar a língua, os lábios como achar o clitóris como chupá-lo e principalmente como desfrutar de tudo isso, sentindo prazer em dar prazer.

Considero que meu aprendizado começou ai e, felizmente, nunca acabou. A cada nova experiencia, mais conhecimento, uma vez que não existem duas mulheres iguais.