O Cu dá IBOPE

Nunca pensei que meus 15 minutos de fama viessem de um post tão safado, O Cu – Dor e Prazer. Hoje atingi o pico de 705 page views, sendo que minha média tem andado em 450. O que eu já acho um assombro, visto que eu só escrevo sacanagem, coisas que vivi e no fundo jamais imaginei que fossem dar IBOPE. E tudo porque? Por um cu, ou melhor, pelo relato da primeira vez que dei o dito cujo por prazer, apesar da dor.

E sabe o que mais gostei em ter escrito sobre isso? Eu não entendo como em pleno século vinte e um, dizer que gosta de dar o cu ainda é tabu, principalmente porque tanta gente se interessa e gosta. Salvas as devidas proporções, vi o post como um serviço de utilidade pública, já que obtive um ótimo feedback de moças e rapazes.

Um dos meninos filosofou sobre o tema dizendo que “quando um brasileiro olha para uma bunda ele a quer, quer consumir aquilo, adorar e preencher a mulher com todo seu membro dentro dela. Acredito que isso então seja a preferência nacional… O sexo anal.” O que não deixa de fazer sentido… Um ponto interessante do comentário dele, é que coincide exatamente com uma das explicações para o meu prazer, sentir-me preenchida! E o melhor, preenchida em um local ilícito. É o máximo da perversão! Delícia…

Luiz Biajoni já pensava como o meu leitor e escreveu um delicioso livro policial de narrativa leve, trama bem amarrada, ágil, puro entretenimento. Muitos que resenharam, brincam que é um livro para ser lido de uma sentada só. O autor usou como pano de fundo o prazer do Sexo Anal. No livro as personagens se esbarram a cada segundo com o fetiche, o preconceito, a vergonha, o tabu e, principalmente, o desejo e prazer em dar ou comer um cu. Para os que gostam, vale a pena dar uma passadinha no blog do autor, o e-book encontra-se disponível para download.

A questão principal é que, paixão nacional ou não, quem escreve gosta de ser lido. E eu venho neste post agradecer os 705 pervertidos que por curiosidade ou não, vieram ao meu cantinho secreto. Finalizo com um comentário delicioso de um dos meus leitores:

“B, você nos leva pela mão para dentro de suas histórias e nos faz vivenciá-las de forma intensa. Às vezes como um voyeur privilegiado que assiste a tudo bem de perto. Outras, como ator que lê o roteiro de um filme sobre sua própria vida. Adoro! Leio de pau duro.”

Acredite, eu me excito e muito em relembrar e relatá-las aqui pra vocês.