De olhos bem vendados

Sou uma adepta incondicional de jogos eróticos. A privação de um dos sentidos pela potencialização de outros é um deles. Ao privar alguém da visão, vendando, estamos provocando no outro a necessidade de buscar nos sentidos restantes, meios para que possa decifrar o que se passa. A audição, o olfato, o paladar, o tato, tudo fica mais aguçado. Sem contar a imaginação, que corre solta. Este conto erótico da Cláudia Motta trata disso, uma brincadeira com os sentidos a partir da privação de um deles. Deliciem-se, como eu…

De olhos bem vendados – Texto enviado por Cláudia Motta

Acordei pela manhã ouvindo o barulho de crianças brincando no playground do prédio ao lado. Abri a janela e vi que um grupo de meninos e meninas brincava de “cabra-cega”. Lembrei do meu tempo de criança onde junto com esconde-esconde, essa era uma da brincadeira prediletas que fazíamos. Em comum parece que as duas brincadeiras têm o fato de alguém estar fora de nosso campo de visão e talvez isso torne a brincadeira tão excitante.

Jogos de mostrar e esconder nos fascinam desde a infância, parece ser uma preparação para a vida adulta onde mostramos e escondemos sempre algo de nossas personalidades.

Passei algum tempo observando as crianças e principalmente o comportamento de quem estava vendado. Isso me fez pensar que os jogos fazem parte da fantasia do ser humano, quando crescemos continuamos jogando só que agora “jogos de adultos”.

Parece que gostamos de jogar para desafiar limites, testar liderança, sentir medo, realizar fantasias uma vez que quando jogamos podemos ser a personagem que quisermos e no fundo estamos mesmo é procurando experimentar novas sensações que nos desafiem.

A coincidência de ter acordado e ver pela janela essa inocente brincadeira infantil, foi muito interessante. Por quê? Porque no dia anterior tive a oportunidade de realizar uma fantasia através de um “jogo de adultos”. Depois de muita hesitação resolvi realizar a fantasia de transar com os olhos vendados!

Chegamos ao motel e depois de trocarmos beijos e carícias cheias de tesão, ele me conduziu até a cama e me vendou, minhas mãos não estavam presas e previamente havíamos combinado que eu não tiraria a venda. Como todo jogo esse também necessita de prévia combinação das regras a serem seguidas e fundamental que não sejam quebradas enquanto o jogo durar.

Na hora que senti a venda sendo delicadamente colocada por ele em meus olhos, sabia que estava prestes a explorar um mundo de sensações desconhecidas e excitantes, isso fez meu coração bater mais acelerado, causando a expectativa de não saber o que viria a seguir.

A primeira coisa que me lembro de ter feito foi procurar me localizar usando as mãos, tentava desesperadamente tocá-lo para saber onde ele estava, tentando quem sabe adivinhar seus próximos movimentos.

Ele, não me deixava tocá-lo, pois sabia que isso aumentaria o tesão do jogo. Senti primeiro suas mãos percorrendo provocativa e suavemente o meu corpo. Iam do meu rosto deslizando pelo pescoço, parando nos meus seios e acariciando demoradamente os meus mamilos deixando-os duros e eu completamente molhada! Era uma sensação maravilhosa. Suas mãos experientes no meu corpo, que sabem explorar os lugares que me dão mais prazer desciam em movimentos lentos, mas com uma intensidade de força que me provocava arrepios de prazer até chegar ao meu sexo, que esperava ansiosamente ser tocado, acariciado, chupado, penetrado, enfim queria tudo que ele mais do que ninguém sabia que me tava um puta tesão.

Nessa hora pedi:

– Me come! Quero sentir o seu pau dentro de mim!

Mas ele, “cruelmente” adiava esse prazer e continuava a me provocar, me chupando de leve, me acariciando com seus dedos e língua. Até que introduziu primeiro um dedo, depois o outro em minha vagina e eu gozei pela primeira vez naquela manhã que ficará marcada em minha memória como um dos melhores momentos que ele me proporcionou até agora!.

Enquanto isso continuava tentando alcançá-lo com minhas mãos e ele evitava, de repente senti que ele estava ajoelhado ao lado de minha cabeça, com suas mãos continuava a acariciar meu clitóris e ouvi:

– Chupa! Chupa o meu pau!

Estiquei a mão e segurei o seu pau, primeiro acariciei e depois comecei a chupá-lo. Já fiz isso incontáveis vezes com ele, mas dessa vez a sensação para mim era completamente diferente. Não podia vê-lo, ouvia a sua voz e obedecia ao seu comando, isso me proporcionava um misto de tesão e dúvida, não sabia o que ele poderia fazer!

Comecei a chupá-lo e como sempre faço, expus a sua glande, mas ele me fez parar dizendo:

– Não! Chupe sem fazer isso!

Engraçado que quando nos vemos privados de um sentido nosso cérebro reage a ordens sem contestar, por isso a confiança com quem estamos é tão fundamental. Chupei-o por pouco tempo, logo ele se afastou e ouvi seus passos pelo quarto, mas não sabia onde estava. Sem poder me localizar pelo tato, tentei fazê-lo usando a audição, realmente estarmos privados de um sentido aguça absurdamente os outros! Ouvi um barulho de água, logo deduzi que ele estivesse no banheiro, com a torneira aberta e tentava desesperadamente saber o que ele estava fazendo. O tempo que levei para ouvir os seus passos novamente no quarto deve ter sido pequenos, mas para mim parecia uma eternidade, tal era a minha expectativa!

Quando ele voltou pedi água, estava com a boca seca como ocorre quando ficamos muito excitados ou ansiosos. Ouvi seus passos se aproximando e ele delicadamente ergueu minha cabeça e encostou em minha boca o gargalo da garrafa de água, me ajudou a beber em pequenos goles, senti a água escorrendo pelo meu pescoço e delicadamente ele enxugou e ai percebi que havia escorrido pelo canto de minha boca, porque senti que ele suavemente enxugou minha boca e quando disse que estava satisfeita ouvi novamente seus passos agora em direção a beirada da cama. “Aguardei ansiosamente o próximo lance do jogo”, ai senti uma coisa macia e um pouco quente passando pelo meu corpo, parando no meu sexo, acariciando meu clitóris, sabia pela textura ser um toalha e como havia escutado o barulho de uma torneira sendo aberta, sabia que ela estava molhada com água gostosamente morna, a mesma sensação de calor que o corpo do outro nos transmite. Ele passou um tempo me acariciando com a tolha, depois subiu em direção aos meus mamilos e ai usando só a ponta da toalha os estimulava. Esse jogo levou algum tempo e novamente seus passos se afastaram e ouvi a torneira sendo aberta de novo. Não conseguia imaginar o que ele faria em seguida. Ouvi seus passos de volta e agora senti uma coisa mais áspera e fria percorrendo o meu corpo. Depois de algum tempo consegui reconhecer que era uma toalha também, só que dessa vez ele havia molhado com água fria! A sensação mudou totalmente, agora no lugar da maciez, havia uma certa aspereza e em vez as sensação morne e aconchegante havia a sensação de frio e estímulo de outros sentidos, tão prazerosos quanto a toalha aquecida, mais instigantes, mais desafiantes!!!

Em seguida senti passar pelo meu corpo alguma coisa macia e peluda, ele percorria minha nuca, minhas gostas, minha bunda, minhas pernas com aquilo que eu vagamente achava ser um pincel, imaginei um pincel de barba, era altamente excitante. Ele me virou de frente e passou a me acariciar com o “pincel de barba” nos seios fazendo movimentos circulares, deixando meus mamilos completamente duros, foi descendo pela barriga, até chegar ao meu sexo e ali começou a acariciar meu clitóris com aquele objeto macio e peludo. Não precisa dizer que estava implorando pelos seus dedos e língua dentro de mim!!!

Ele atendeu e passou a me acariciar meu clitóris cada vez mais rápido e introduzia seus dedos em movimentos ritmados que me levavam ao gozo cada vez mais intenso.

Novamente pedi:

– Vem! Me come com força! Quero sentir o seu pau!

Dessa vez ele concordou, me fez ficar de quatro e começou a me foder, primeiro de leve, me provocando colocando a cabeça do seu pau suavemente para sair em seguida. Ele sabe que isso me deixa morrendo de tesão! Mas o objetivo dele dessa vez era esse mesmo, fazer com que eu experimentasse um prazer que não conhecia.

Pedi para ficar por cima dele e usando meu tato e audição, pude localizar onde ele estava na cama, montei nele e começamos uma introdução lenta até que senti seu pau inteiro dentro de mim. Pedi para que ele me segurasse com força, gosto de sentir suas mãos na minha cintura, nas minhas costas, gosto da firmeza com que me segura. Ai nossos movimentos começaram a ficar mais rápidos e ele me chamava de sua puta enquanto dava palmadas em minhas nádegas! O som da sua voz, o ritmos cada vez mais rápido de nossos movimentos e suas mãos me segurando firmemente eram uma deliciosa combinação de sensações e ai para o gozo não se passou muito tempo. O quê senti? Um gozo diferente de todos que ele já me proporcionou, foi mais intenso, não intenso não é bem a palavra, completo, isso, completo, MARAVILHOSAMENTE completo!!!!!!!!!

Quando ele tirou a venda que cobria meus olhos, a sensação de voltar a ver foi prazerosa, mas o meu maior prazer naquele momento foi poder ver o rosto dele e perceber que ele estava feliz e ai descobri que o que imaginava ser um “pincel de barba” era na verdade um pincel, só que de maquiagem, de fato sem ver nossos sentidos às vezes nos enganam, isso é muito desafiador.

Perguntei a ele se da próxima vez poderia vendá-lo. Ele me disse que sim, mas como ele é muito dominador eu duvidei e ai ele disse que para ter certeza que ele estava concordando eu podia ficar com a venda. Fiquei e quando usar nele vou poder contar o que senti ao vendar um homem…..