A sexualidade das gordinhas

Acabo de ler no BBC Brasil que um estudo recente, publicado na revista acadêmica Obstetrics & Gynecology, que coletou dados sobre o comportamento sexual de mais de 7 mil mulheres, acaba de desmistificar o estereótipo de que uns quilinhos a mais atrapalham na performance sexual.

A pesquisa, que teve como objetivo principal observar o impacto do IMC (índice de massa corporal) no comportamento sexual feminino, foi muito mais abrangente do que simplesmente investigar se as gordinhas mandam bem na cama. Aspectos como orientação sexual, idade da primeira relação sexual, número de parceiros e freqüência de relações sexuais, também entraram em pauta.

No entanto, a maior surpresa mesmo ficou por conta do estudo contradizer estereótipos de que mulheres mais gordinhas não são tão sexualmente ativas quanto as mais magras. “Eu fiquei satisfeita de ver que o estereótipo de que é preciso ser magra para ter sexo é apenas isso, um estereótipo”, disse Bliss Kaneshiro, da Universidade do Havaí, que realizou a pesquisa quando em conjunto com Marie Harvey, da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Pois é… Se Bridget Jones soubesse disso, não começaria suas resoluções de ano novo pensando nos quilos a eliminar, daí, gastaria seu tempo só pensando no próximo gato que iria conquistar. Sim, pois vamos combinar, gordinha ou não, ela papou duas delícias.

Eu confesso que não gosto de estar acima do meu peso ideal, mas isso me chateia muito mais por causa da saúde do que por motivos sexuais. Se parar pra pensar, nos últimos 4 anos, que correspondem ao meu maior aumento de peso, tenho vivido o meu auge sexual.

Afinal de contas, se tem quem goste de magrinhas, as gordinhas também têm vez, porque não?!