A Chupada Inesquecível


É, definitivamente, sexo oral é uma arte altruísta, já até comentei sobre isso aqui. No entanto chupar um pau com vontade é algo que não tem preço. Não tem preço a carinha de prazer do outro, os gemidos, as contorções… W. era tímido que eu conheci num site de relacionamentos, e eu amo os tímidos. Na cama são dez vezes mais surpreendentes que qualquer safado.

Quando nos desnudamos e eu olhei pro pau duríssimo, fui descendo os beijos pelo seu peito, barriga, umbigo, e antes de chegar a ele, lancei aquele olharzinho safado e perguntei:

– Posso?! – e ele sorriu consentindo.

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O prazer de dar prazer

Não há como explicar este prazer, dar prazer. A gente apenas faz, com vontade, com tesão. Abocanhar um pau desejado é como ansiar por uma iguaria de raro sabor. A boca enche d’água só em imaginar. A salivação começa antes mesmo de provar. A boca toca o pau inicialmente como um beijo. Acaricia com os lábios, com a língua, lambe, prova o sabor, se delicia. Quando olhei o pau dele só pra mim, quis apenas isso, dar prazer, muito e me empenhei sem pensar no resultado. Prazer é assim. É na hora, não se pensa no depois e este é o grande barato. Lambi, beijei, cheirei, acariciei o pau dele em minha face. Enquanto ele admirava embevecido, apenas assistindo e sentindo. W. suspirava a cada lambida enquanto eu percebia cada reação e me aprimorava.

Não existe chupada igual, mesmo com um mesmo homem. Cada chupada é uma chupada, é única. Senti que ele amava quando a ponta do pau tocava a minha garganta. Acho que ele se sentia grande, me invadindo até a goela. E eu engolia, me entalava com o pauzão até o fundo. Percebi que ele também amava que eu concentrasse a chupada só na cabeça, enquanto com a mão ia punhetando. Quando eu sentia a respiração ficar ofegante demais dava um apertãozinho logo abaixo da cabeça pra retardar um pouquinho mais o gozo. Não sei quanto tempo fiquei ali, chupando, chupando, chupando…

Só sei que em determinado momento, quanto mais eu olhava pra ele retesando o corpo de prazer, se contorcendo, gemendo, mais eu me enchia de tesão, mais eu chupava com vontade, mais eu endoidecia e punhetava. Senti meu corpo entorpecer, era um transe, não conseguia parar de chupar. O sabor, o cheiro, o tremor do corpo dele, tudo me envolvia e eu então inexplicavelmente gozei, com aquele pau em minha boca.

Por um minuto a sensação me desligou um pouco do ato, e ele então com a mão terminou o serviço esporrando em minha face. Lambuzando minha boca, olhos, todo o meu rosto. Não me peçam para explicar a sensação, impossível verbalizar. Eu apenas senti e gozei. Simples assim. Uma chupada inesquecível, sem dúvida…